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CEO da Generali Brasil destaca papel da Inteligência Artificial no futuro do seguro durante o evento do setor

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A Generali Brasil esteve presente no CQCS Insurance & Tech 2025 e teve a oportunidade de falar do uso de novas tecnologias no setor de seguros. O CEO da companhia, Eric Lundgren, participou do painel “Qual o impacto da IA no seguro e uma visão de Futuro”, onde teve a oportunidade de falar como a seguradora tem transformado operações e a experiência do cliente por meio da adoção destas ferramentas em diferentes frentes.

Durante o painel, Lundgren destacou o projeto Agilitá, iniciativa da Generali voltada à automatização e reconfiguração de processos judiciais que reduziu em 72% o tempo médio de duração das ações. “A judicialização é algo que gera desgaste para as seguradoras e segurados.” explica o CEO. “A cada cinco segundos surge um novo processo judicial no Brasil”, continua o executivo, dimensionando a questão.

A Generali foi capaz de treinar a Inteligência Artificial usada no Agilitá, que analisou diversos processos abertos ao público e relevantes à companhia. Com estes dados, a empresa consegue sugerir acordos com maior assertividade, elaborados com base nas decisões de casos similares que já foram resolvidos anteriormente.

Excelência no atendimento ao cliente

O executivo também abordou aplicações de IA em pontos de contato com os clientes. A seguradora utiliza chatbots inteligentes para triagem e atendimento inicial para reduzir gargalos e solucionar questões simples dos segurados, garantindo a humanização nas chamadas.

Os colaboradores do call center também utilizam o Salesforce Einstein, que sugere respostas, sumariza interações e pesquisa documentos relevantes para o atendimento. No painel, Eric Lundgren ressaltou que “não podemos perder o lado humano, já que tratamos de temas sensíveis como perda de uma pessoa ou de um bem importante para as pessoas.” A ferramenta, ainda, agiliza o trabalho do setor e aumenta a eficiência, mantendo o toque humano.

Modernização de sistemas internos

Lundgren destacou também a automação de processos manuais e burocráticos. A IA foi implementada em toda a esteira de sinistros e nesta frente auxilia na otimização de tempo e é capaz de detectar inconsistências e possíveis fraudes. “Minimizamos os erros com a adoção desta solução nos nossos sistemas internos”, continua o executivo.

A seguradora também usa estas ferramentas para gerar insights preditivos e analisar grandes quantidades de dados. Eric Lundgren explica que “Temos a inovação como um dos pilares da companhia. Com estas tecnologias conseguimos elaborar produtos customizados e mais relevantes aos nossos consumidores.”

Próximos passos

Em sua conclusão, Lundgren ressaltou que apesar da Generali ser uma empresa centenária no país, tratando-se de IA a seguradora deve ter uma mentalidade jovem. “Temos uma cultura de experimentação, como a de uma startup.”

Sobre a visão de futuro da empresa, o executivo afirma que pretende realizar investimentos contínuos em tecnologia para ampliar prevenção e personalização. Para o CEO, o próximo passo é a integração com dispositivos inteligentes e a exploração de modelos de negócio mais colaborativos e descentralizados, sempre com foco em melhorar a jornada e experiência do segurado.